Jacarés albinos de São Paulo podem ser um casal
Depois de um ano e meio, os biólogos do Aquário de São Paulo acreditam que os jacarés albinos batizados por leitores do G1 possam ser um casal. O maior deles, que mede 82 centímetros, já foi confirmado como macho. Agora, a aposta é para que o menor, de 72 centímetros, seja uma fêmea. Na última quarta-feira (10), um jacaré albin
o foi encontrado em Balneário Camboriú (SC). Estressado com a adaptação ao cativeiro, ele não quer se alimentar.
Por sua vez, os animais que estão em São Paulo se adaptaram bem ao novo lar. Albi e Bino não sofreram estresse. Segundo Cardoso, “estão crescendo bem, dobraram de tamanho e triplicaram de peso”. Eles são alimentados até duas vezes por semana com carne, frango e pedaços de tilápia.
Segundo o oceanógrafo Ricardo Cardoso, gerente do departamento técnico do Aquário, apesar do palpite sobre o sexo, o animal ainda não atingiu um tamanho que permita ter a certeza. “Se for fêmea, nossa intenção é que se reproduzam”.
Cardoso explica ainda que, se houver o cruzamento, eles terão filhotes 100% albinos e que esses animaizinhos raros podem ser estudados e permutados com outros jardins zoológicos. “Por se tratar de animais raros, eles podem conseguir para o Aquário outros animais interessantes. Comercialização, jamais”, diz. Nos répteis, a reprodução entre irmãos não causa problemas como as anomalias genéticas, às vezes vistas em mamíferos.

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